quarta-feira, 22 de junho de 2016

Além dos Números #1 - Momento difícil

Bom galera, primeiramente sejam bem-vindos a coluna "Além  dos Números",  espaço que terei semanalmente (sempre às quartas-feiras) pra repercutir o cenário do basquete Bauruense  principalmente sob uma ótica diferente, mais cronística, como o próprio nome da coluna já diz algo além dos números, além do que as estatísticas podem nos mostrar. 

Já começamos com o momento muito complicado que passa o projeto Bauruense , a saída do grupo Paschoalotto, patrocinador master, impactou como uma bomba pela cidade, os contratos de todos os jogadores que tinham vínculos mais longos em nome da empresa presidida por Rodrigo Paschoalotto como fiador acabaram rescindidos e novos acordos estão sendo negociados. 


Claro que o torcedor Bauruense tem um trauma nesse tipo de saída, passa todo um filme de quando a Kalunga deixou o Noroeste, de quando a própria Tilibra e depois a Plasútil, saíram do projeto do basquete, todos tem muito forte na memória o que se passou, mas creio que acima de tudo devemos agradecer a empresa por tudo que fez pela nossa equipe, foram 4 anos de imensas alegrias, 4 anos em que conquistamos 7 títulos em 11 finais disputadas, 4 anos em que deixamos de comemorar vitórias pra poder comemorar conquistas, como o convite pra disputar um amistoso contra o New York Knicks no lendário Madson Square Garden, quem nunca sonhou com isso? Porém o principal a ser destacado é que foram 4 anos em que vimos um envolvimento incrível de toda a empresa com o projeto algo muito difícil de ser visto nos dias de hoje. 

Foto: Caio Casagrande / Bauru Basket Team
Muitos vão se perguntar, mas e agora, o que esperar do futuro? Bom, esse é um momento diferente. O fato do Bauru Basquete ter atingido o topo nos fez criar uma estrutura emergencial por trás do time e isso é algo que nos manterá vivo por algum tempo. 

Já se sabe nos bastidores que a Claro empresa de telefonia móvel esta em viés de assinar uma cota master com a equipe e esse montante aliado a outras cotas intermediárias  nos traria a possibilidade de manter boa parte do time dessa temporada, é fato que não vamos conseguir segurar todos os jogadores de ponta do elenco. 

Nomes como Ricardo Fischer e Rafael Hettsheimeir atraem muitos holofotes no mercado internacional e dentro dessa competição fica um pouco desleal segurar esses jogadores, entretanto outros como Alex, Léo Meindl, Murilo e Jefferson acredito que possam permanecer até pelo cenário econômico que passam as outras equipes brasileiras, acredito que seja praticamente impossível conseguir uma grande proposta por aqui e isso é profundamente lamentável porque se vende um produto em que o Basquete Brasileiro está em um momento espetacular crescendo a cada ano e isso não é verdade, agora talvez todos sintam na pele essa dificuldade. 

Enquanto a liga nacional de basquete não se mexer para revolucionar verdadeiramente a estrutura do Basquete Nacional, enquanto a Federação Paulista aceitar de braços cruzados o fato de ter apenas 13 clubes jogando seu maior campeonato de categoria de base com um nível pitoresco, ficaremos atados a toda temporada, pelo menos 3 equipes encerrem suas atividades, algo que não se dá o devido destaque porque não se convêm, infelizmente. 

No mais é isso galera na próxima quarta volto com mais novidades sobre o esporte criado pelo Santo Canadense James Naismith.

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