quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Depois de um ano, Diego Kami Mura deixa o Noroeste


preparador físico Diego Kami Mura em rabalho pelo Noroeste
Foto: Bruno Freitas/EC Noroeste

Após um ano defendendo as cores do Esporte Clube Noroeste como preparador físico, e até como técnico interino na Série A3 do Paulista deste ano, Diego Kami Mura se despediu do clube nesta quarta-feira (31).

Eu quero agradecer ao apoio da torcida do clube, em especial a Falange e a Sangue Rubro, e a diretoria por ter me dado respaldo para desempenhar o meu método de trabalho no clube. Conquistei um acesso com o Noroeste, da Série B para a Série A3, comandei a equipe com toda a minha experiência no cargo de técnico interino por oito jogos, conciliando com a preparação física. Trabalhei na base do Norusca, que faz um trabalho excepcional com os garotos, sob coordenação do Émerson Carvalho, e agora chegou o momento de buscar novos objetivos”, disse Diego Kami Mura. Como técnico interino, ele comandou o time profissional e obteve duas vitórias, duas derrotas e quatro empates.

Experiente, Kami Mura tem um currículo invejável no futebol. Passou por Ituano, Mirassol e Capivariano, na elite do Paulistão, foi preparador físico também no Al Tae, da Arábia Saudita, além de Atlético Goianiense, time da elite do estadual de Goiás. 

Por onde passou, inclusive no Noroeste, Kami Mura usou em seus treinos a mesma tecnologia de GPS utilizada nos principais clubes do mundo, para qualificar a evolução no desempenho físico e poder quantificar o espaço percorrido em campo, em termos de velocidade e distância.

O aparelhinho fica dentro de uma área específica no calção de todos os jogadores relacionados para a partida. Ao final do jogo ou dos treinos, Kami Mura recolhia todos, que estão devidamente nomeados, fazia download dos dados para o computador e trabalha em cima dos números. 

Isso resulta em uma planilha que fornece dados muito específicos, como a distância percorrida em quilômetros no primeiro e no segundo tempo, para avaliar se houve ou não queda brusca de rendimento, velocidade máxima percorrida nas duas etapas, tempo exato de cada um em campo. 

No Paulista, um dos jogadores que teve maior destaque de percurso dentro de campo, até mesmo pela idade, foi o meia Marcelo Santos, 36 anos, que percorria em média 9 quilômetros e 100 metros em 90 minutos, além de piques acima dos 26 km/h. Hoje, aposentado dos gramados, Marcelo Santos trabalha com a formação de novos atletas em uma escolinha de jovens promessas, em Bauru. Já a tecnologia utilizada por Kami Mura deve seguir no profissional do Noroeste na próxima temporada também.

O presidente do clube, Estevan Pegoraro, em nome da diretoria, agradeceu ao período em que Kami Mura defendeu as cores do Alvirrubro e desejou sorte na continuidade da carreira.

Por Bruno Freitas/Assessoria de Imprensa

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