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Apaixonados pelo EC Noroeste exibem amor estampado na pele

Gabriel, Diego, Vitinho, Vinicius, Kelly e Salim
Foto: Bruno Freitas / EC Noroeste

O Esporte Clube Noroeste vive um momento de grande expectativa após o lançamento do programa sócio-torcedor e o início das vendas que já começaram a emplacar. E os grandes responsáveis por essa alavancagem inicial são os próprios noroestinos que carregam essa bandeira de fortalecimento do clube, visando a disputa da Série A3 e a Copa Paulista do ano que vem. Sete destes torcedores, inclusive, marcaram na pele o amor pelo clube. 


Eles contam histórias de loucura que fizeram pelo Noroeste, revelam significados das tatuagens sobre o Norusca e compartilharam intimidades com o maior patrimônio esportivo de Bauru.

Para se tornar sócio-torcedor, basta acessar o site http://noroeste.eusoutorcedor.com.br/, preencher o cadastro, escolher o plano, a forma de pagamento e fazer a adesão.


DIEGO SILVA: “CASEI COM A CAMISA DO TIME POR BAIXO DO TERNO”

Foto: Bruno Freitas / EC Noroeste
Filho de um ferroviário aposentado de Bauru, o clube do coração não poderia ser diferente. Diego Dias Silva não se considera o
torcedor “misto”, que torce para um clube da capital e o Noroeste. Para o empresário de 30 anos, só a camisa do Noroeste existe em sua vida. Ele tem uma tatuagem no ombro direito, onde o desenho faz uma ilusão de que o braço está “rasgado” e, por debaixo da pele, mostra o escudo noroestino. “Coleciono várias histórias icônicas com o meu clube. Cheguei atrasado no meu casamento por causa de um jogo e casei com a camisa do Noroeste por debaixo do terno”, revela Diego.

KELLY CRISTINE LIMA: ENSAIO DE CASAMENTO NO ALFREDÃO

Foto: Bruno Freitas / EC Noroeste

A funcionária pública estadual, de 30 anos, mostrou que carrega o símbolo do clube na perna esquerda, pouco abaixo da panturrilha. Para ela, o Norusca significa muita coisa em sua vida familiar. “O amor pelo clube surgiu quando o meu pai me trazia no estádio. Eu conheci meu marido por causa do Noroeste e o meu ensaio de casamento também foi feito aqui no campo do Alfredo de Castilho. Eu marquei na minha pele o Noroeste como forma de homenagem a tudo o que esse time representa na minha vida e por tudo o que o clube me trouxe”, conta Kelly Cristine Lima.

VITOR VIEIRA AGRELLA: “VOU DAQUI ATÉ O JAPÃO” 

Foto: Bruno Freitas / EC Noroeste

Mais conhecido como Vitinho, de 22 anos, o presidente da torcida organizada Falange Vermelha é daqueles torcedores que acompanham o Noroeste por onde o clube vai, mesmo que seja sozinho. Ele tem o símbolo gravado nas costas. “Estamos apoiando o Noroeste em todos os jogos, dentro e fora de casa. Não importa onde o Norusca estiver, eu vou estar lá. Se o time for jogar no Japão eu vou também. Vou em qualquer lugar para apoiar o time”, conta o estagiário de Direito.

SALIM: “GOL ATÉ NO HOSPITAL” 

Foto: Bruno Freitas / EC Noroeste

Um dos torcedores mais antigos da torcida organizada Sangue Rubro, desde os anos 90, o motoboy José Salim Filho, 42 anos, tem uma tatuagem simbólica que preenche praticamente a metade de suas costas. “Já fiz muita loucura por esse time. As viagens sempre são memoráveis. Estive presente no primeiro título da Copa Paulista, em 2005, mas a conquista de 2012 me marcou mais. Estava numa cama de hospital com uma “gaiola” imobilizando a minha perna. Mas acompanhei pelo rádio e gritava gol no hospital”.

GABRIEL SIMÕES: “ESTOU PAGANDO DÍVIDA ATÉ HOJE”

Foto: Bruno Freitas / EC Noroeste

Trabalhador autônomo, Gabriel Simões, 22 anos, marcou na parte de trás dos dois pés signos do Norusca, mas sua maior loucura mesmo foi uma viagem para Santa Catarina, para acompanhar Noroeste x Criciúma pela Copa do Brasil. “Fiz minhas tatuagens porque sou amo muito este time. Amo tanto que por um jogo eu fiz um empréstimo que estou pagando até hoje”, brinca.

VINÍCIUS DOS REIS MANSANO: TATUAGENS DE SÍMBOLOS HISTÓRICOS 

Foto: Bruno Freitas / EC Noroeste

O estudante de 23 anos revela que torce para o clube desde os 10 anos de idade, por influência do pai. Ele também comentou que a partida contra o Criciúma, de 2013, foi marcante também. Ele preencheu as canelas das duas pernas com escudos históricos do Noroeste que foram se modificando ao longo dos últimos 106 anos e cravou um símbolo nas costas também. “No começo a família reclamou. Disseram que eu era louco por fazer tatuagens do Noroeste, mas é uma forma de prestigiar a cidade e homenagear o nosso Noroeste”.

PIETRO FRANCO: “MEU PAI FOI MEU GRANDE EXEMPLO”

Foto: Bruno Freitas / EC Noroeste

O depoimento mais emocionante foi o de Pietro. A perda do pai João Carlos Franco, ocorrida no dia 21 de julho deste ano, foi sentida também pela diretoria, associados das duas torcidas organizadas e da Associação Avante Rubro. Um torcedor que estava sempre acompanhando o time. Pai e filho marcaram nas costas o mesmo desenho da Maquininha Vermelha. “Sinto muita a falta do meu pai. Ele que me ensinou amar esse time. A ideia da tatuagem foi minha. Ele topou logo de cara e nós marcamos na pele, juntos, tudo o que o Noroeste representa para nossas vidas. Sei que ele está me vendo lá de cima e torcendo junto comigo para o nosso Norusca”.

Texto e fotos: Bruno Freitas / EC Noroeste

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