LNB anuncia mudanças no limite de estrangeiros e obrigatoriedade de disputa da LBD

LNB

Argentino Enzo Ruiz foi um dos estrangeiros na temporada 2018/19 do NBB
Foto: Victor Lira / Bauru Basket

Os Clubes que formam a Liga Nacional de Basquete tomaram algumas importantes decisões em sua última reunião do Conselho de Administração, e uma delas tem gerado alguns questionamentos, principalmente a que trata da adoção do número de 4 estrangeiros por equipe para a próxima temporada. Sobre este tema, esclarecemos o que segue:

O basquete brasileiro viveu seu pior momento entre os anos 90 até o final da década dos anos 2000 e as consequências deste período são sentidas até hoje. Mesmo com o advento do NBB que voltou a impulsionar a modalidade e trouxe o basquetebol novamente para a mídia, ainda enfrentamos problemas frutos desta época. Um deles foi a formação reduzida de atletas no referido período. Hoje temos uma geração inteira de atletas que estão deixando nossas quadras, ou assim o farão nos próximos anos, e um número reduzido de jogadores prontos para substituí-los.

Não fosse a Liga de Desenvolvimento de Basquete – LDB competição criada pela LNB a somente 08 anos para atletas sub 22 e hoje sub 20, nossa situação agora seria alarmante. Felizmente, graças a esse trabalho, 50% de todos os atletas que atuam hoje no NBB tiveram passagem pela LDB. Entre os brasileiros que disputam o NBB, a faixa etária com o maior número de jogadores é de 21 anos a serem completados em 2019, seguido pelos que fazem 20 anos. Na contramão, na terceira faixa etária estão os que completam 31 anos ou mais até dezembro. Poucos são aqueles que estariam no auge da sua forma técnica e física, ou seja, entre 26 e 29 anos.

Para alterar este quadro decidimos que, a partir de 2021, todas as equipes que disputarem o NBB deverão participar da LDB, fortalecendo ainda mais o basquetebol no Brasil. Também que a LNB deverá investir cada vez mais no desenvolvimento da base das nossas equipes filiadas.

A ocasião, no entanto, nos fez tomar outra decisão, de caráter provisório, onde pela primeira vez nestes 11 anos adotaremos 4 estrangeiros nas nossas equipes. Essa medida será reavaliada ao final da temporada 2019/2020 para que se chegue a uma conclusão sobre essa medida.

Equipe bauruense foi a campeã da segunda edição da competição de base de basquete
Foto: Divulgação

Hoje há dados que nos ajudam a corroborar este caminho, comparando a LNB com as demais ligas que são acompanhadas pela FIBA. Por exemplo:

Percentual de estrangeiros nas Ligas*
• Espanha: 68,2% (Até 8 estrangeiros por equipe, sendo 6 europeus e 2 dos USA)
• Itália: 58,5%
• França: 54,4%
• Argentina: 38,3% (Embora sejam permitidos até 8 estrangeiros por equipe)
• Austrália: 33,9%
• Japão: 29,5%
• Brasil: 18,6%
• Média 44% de estrangeiros

*dados do International Basketball Migration Report 2018

O Brasil é o país com o segundo maior percentual de atletas SUB 21 em seu principal campeonato nacional com 22,7% do total.

O Brasil é ainda o 4º país do mundo com a maior quantidade de minutos jogados para essa faixa etária.

Finalmente e de suma importância para a categoria dos atletas, que com o aumento de equipes para o próximo NBB, em virtude de trazermos de volta ao NBB as equipes filiadas, o número de vagas de trabalho criadas somente para essas novas equipes superará o aumento do número de novos estrangeiros contratados por todos as equipes, e isso se todas as equipes fizerem uso deste direito, o que não acreditamos.

Prezados, os Clubes que fazem a Liga Nacional de Basquete têm sido, nesses últimos 11 anos, um importante agente de desenvolvimento de todo o ecossistema do basquetebol, seja de atletas, técnicos, árbitros, dirigentes e equipes, novas ou fundadoras da LNB. Todas as nossas decisões baseiam-se, exclusivamente, para o bem do basquetebol brasileiro. Não temos medo de tentar, de fazer o novo, assim como também não temos nenhum problema em voltar atrás se constatarmos que tomamos uma medida que não tenha sido 100% acertada.

Assinam os Clubes associados na Liga Nacional de Basquete.

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