Parceiro

Três continentes, 12 países e 26 estados: o censo do futebol paulista

FPF / TNRB

De acordo com Federação Paulista de Futebol, sete foi o número de bauruenses
que jogaram primeira divisão do Estado em 2019.
Imagem: TNRB

Finalizadas as três séries que compõem a primeira divisão do futebol paulista, a Federação Paulista de Futebol divulgou na última quarta-feira o censo dos quase 1400 atletas que foram ao menos relacionados por suas equipes, e, revela um mundo a parte na disputa do Paulistão, além da abrangência nacional do torneio. 

América do Sul, países da África e Ásia tiveram representantes, enquanto apenas Roraima foi o estado que ficou de fora. A cidade de Bauru, por sua vez, contou com sete jogadores nesta relação. Confira abaixo alguns dados detalhados do Censo.

26 estados e 503 cidades - cadê Roraima?

Os 1.353 jogadores nascidos no Brasil que ao menos foram relacionados em partidas do Paulistão A1, A2 e A3 representam 25 Estados, além do Distrito Federal. São 503 cidades brasileiras e a imensa maioria é paulista. Cariocas e mineiros também se destacam, enquanto Campinas, Ribeirão Preto e Santos lideram fora da capital.


Com 714 paulistas, 95 cariocas, 93 mineiros, 79 baianos e 72 paranaenses estes cinco estados representam 77% do total de jogadores do campeonato. Rio Grande do Sul (36), Pernambuco (35), Goiás (31) e Mato Grosso do Sul (26) são outros locais com números superiores aos de estrangeiros: 24. Entre os que têm representantes, o Acre registra o menor número, com apenas um atleta. Roraima não teve jogadores nativos atuando no Paulistão.


Dentre as cidades, destaque para a capital paulista, com 202 jogadores, seguida do Rio de Janeiro com 60. Outras capitais importantes são Salvador (27), Belo Horizonte e Brasília (14). Essas três, porém, superadas por Campinas (48), Ribeirão Preto (20), Santos (17) e São Bernardo do Campo (16).


Com 12 e 11, respectivamente, Juventus e Nacional são os times que mais usaram jogadores nascidos em sua cidade-sede. Fora da capital, Portuguesa Santista e Comercial se destacam por utilizarem cinco jogadores cada nascidos em Santos e Ribeirão Preto, respectivamente.

11 países representados por 24 nomes: os estrangeiros do Paulistão

Centroavante Mauro Boselli foi um dos três argentinos que disputaram o Paulistão
Foto: Divulgação

Dos quase 1400 atletas que foram ao menos relacionados em jogos das Séries A1, A2 e A3 nesta temporada, 24 são estrangeiros que representam 11 países diferentes e três continentes. Com 15 nomes, a elite do futebol paulista é quem mais abriga estes jogadores, seguida do Paulistão A3, com seis nomes e da Série A2, com três jogadores.


O Santos foi quem mais utilizou jogadores nascidos fora do Brasil. O sexteto Carlos Sanchez (uruguaio), Copete e Aguilar (colombianos), Cueva (peruano), Derlis Gonzalez (paraguaio) e Yeferson Soteldo (venezuelano) formam o que ficou conhecido nas redes sociais do próprio clube como ‘Ursal Santista’.


Quem também se utilizou de nomes estrangeiros foi o campeão Corinthians do quarteto Angelo Araoes (chileno), Sergio Dias (paraguaio), Boselli (argentino) e Sornoza (equatoriano). Vice-campeão, o São Paulo teve Arboleda (equatoriano), Gonzalo Carneiro (uruguaio) e Jonatan Gomez (argentino). Por fim, com Borja (colombiano) e Gustavo Gomez (paraguaio) o Palmeiras contou com uma dupla estrangeira.


Sobrepujado pelos três chineses que atuaram pelo Desportivo Brasil, a Série A3 teve o dobro de atletas oriundos do exterior em comparação com a Série A2. Além de Chen Pu, Shuai Ma e Xingyu da equipe de Porto Feliz, ainda atuaram o camaronês Arnold do Rio Preto; e os uruguaios Danilo Mederos, pelo vice-campeão Monte Azul e Beto Acosta, ex-Corinthians, que jogou pelo Taboão da Serra.


Na Série A2, o japonês Toshi jogou com a camisa da Portuguesa, enquanto o argentino Franco e o paraguaio Juan Melgarejo jogaram por Linense e Sertãozinho, respectivamente.

Campeão, Audax é dono da menor média de idade das três séries

Osasco Audax, campeão da A3, foi equipe que teve a menor média de idade
dos clubes que disputaram a 1ª divisão do futebol de São Paulo
Foto: Celio Messias / FPF

A média de idade tem relevância no futebol? Especialistas apontam que o ápice físico de um atleta gira em torno de 26 a 28 anos, onde o jogador alia a capacidade física com a experiência adquirida ao longo da carreira. Mas o quanto isso afeta no rendimento?


Num recorte do futebol paulista, o Osasco Audax se tornou campeão do Paulistão A3 com a menor média de idade entre todos os 48 clubes das três principais divisões do Estado com apenas 21,48. O plantel vice-campeão do Monte Azul tinha 24,23 de média.


Por outro lado, o São Bento, rebaixado à Série A2, foi a equipe que apresentou a média de idade mais elevada entre as três principais divisões do futebol paulista. Outro rebaixado, o São Caetano teve a sexta média mais elevada com 27,19.


O Corinthians, campeão do Paulistão Sicredi, teve um elenco com 25,73 de média, enquanto o vice-campeão São Paulo teve média similar com 25,24. O elenco do Red Bull, dono da melhor campanha geral da primeira fase, tinha 26 anos cravados.


Campeão do Paulistão A2 Sicredi, o Santo André apresentou uma média de 27,10 e a segunda colocada Inter de Limeira baixou a casa dos 27 e apresentou 26,59 de média.

E os bauruenses?

Atacante Richard, da Ferroviária, é tido como uma das promessas da base da equipe
Foto: Divulgação

De acordo com o censo da FPF, sete foi o número de bauruenses que jogaram ou foram relacionados por suas equipes nestes estaduais. São eles:

Richard (Ferroviária) - Richard Cossoniche da Silva, 17 anos, é atleta sub 17 da Ferroviária. O jogador que atua como atacante, é tido como uma das promessas da Locomotiva e integrou o elenco da equipe que caiu nos pênaltis para o Corinthians na disputa das quartas de final da série A1. 

Antes, o jogador disputou a Copa São Paulo de Juniores pelo time de Araraquara e esteve presente em quatro dos cinco jogos que o time fez na competição. Balançou as redes contra o Holanda-AM e Velo Clube.

Giovanni (Guarani) - Giovanni Aparecido Adriano dos Santos, 32 anos e goleiro do "Bugre" de Campinas. O atleta que está em sua primeira temporada no time alviverde, terminou com sua equipe a elite do estadual na 3ª colocação do grupo B e 11ª posição na tabela de classificação geral.

Antes de chegar em Campinas, Giovanni colecionou passagens por Marília, Ponte Preta, Grêmio Barueri e Atlético-MG, onde viveu as suas maiores conquistas na carreira.

Alecsandro (São Bento) - Alecsandro Barbosa Felisbino, o AlecGol, 38 anos e experiente centroavante do futebol brasileiro. Filho de Lela e irmão de Richarlyson, Alecsandro fez neste ano a sua primeira participação no Paulistão com a camisa do São Bento de Sorocaba. A campanha, entretanto, foi aquém do esperado; afinal, o time teve a pior campanha dos 16 clubes e foi rebaixado à série A2 de 2020.

Antes de desembarcar em Sorocaba, Alecsandro vestiu as camisas de Vitória-BA, Sport, Ponte Preta, Cruzeiro, Sporting-POR, Al Wahda-EAU, Internacional, Vasco, Atlético-MG, Flamengo, Palmeiras e Coritiba.

Depois de altos e baixo na cerreira, volante França se reencontrou na Inter de Limeira
Foto: Divulgação

França (Inter de Limeira) - Wellington Wildy Muniz dos Santos, volante de 28 anos fez neste ano sua primeira participação no estadual vestindo a camisa da Internacional. Com o time alvinegro, França se reencontrou pessoalmente e profissionalmente e chegou ao vice-campeonato da série A2 para o Santo André, conseguindo de quebra o acesso à série A1 de 2020.

Antes da Inter, França jogou no Noroeste, Coritiba, Criciúma, Hannover 96-ALE, Palmeiras, Figueirense, Londrina, Remo, Brusque-SC e Boa Esporte.

Chico (Noroeste) - Francisco Manoel Marino Clavero, 26 anos e atacante é o único bauruense que integrou o elenco do Noroeste na disputa da série A3 deste ano, quando o clube alvirrubro caiu diante do Barretos na disputa das quartas de final.

Antes de vestir a camisa noroestina pela primeira vez em sua vida, Chico jogou no Patrocinense-MG, Santo André, Palmeiras, Desportivo Brasil, Joinville, São Bento, Rio Claro, Sisaket-TAI, São Paulo-RS e Hamrun Spartans (de Malta).

Pedro (Primavera) - Pedro Victor de Oliveira Guimarães, 26 anos e meia, integrou o elenco do time de Indaiatuba, recém-promovido à A3 deste ano, e que terminou a competição ainda na primeira fase, na 9ª colocação.

Antes de atuar no Primavera, Pedro jogou no XV de Jaú, Assisense, Portuguesa Santista e Mogi Mirim.

Gabriel Barcos (Rio Preto) - Gabriel Castelo Bortoletto, centroavante de 31 anos disputou a série A3 de 2019 pela equipe de Rio Preto. Com a camisa do "Jacaré", Barcos encerrou a competição ainda na primeira fase, ficando no 11º lugar da classificação geral.

Em sua carreira, o jogador possou por equipes como Marília, Linense, Itapirense, Rio Verde-GO, São Bento, Osasco Audax, Maringá-PR, Paraná, Paysandu, Redbull, Sertãozinho, Noroeste, Barretos, Cianorte e Patrocinense-MG.

E os do Norusca?

Meia Richarlyson foi o jogador mais experiente do elenco noroestino
Foto: Divulgação

22 atletas do Noroeste estiveram no censo, que teve média de idade de 27,14 anos. Nascido em 1982 (36 anos), Richarlyson puxou a lista de jogador mais experiente do elenco, seguido pelo atacante Leandrinho, com 35. O goleiro Cairo (33), Jackson (31), Lucas Dantas, Léo Gonçalves e Maranhão (todos com 29) encerram a lista dos que fazem parte da "geração 80" do elenco noroestino. Em contrapartida, Talles Brener (20), Pedro Felipe (22) e John Egito (23) são os jogadores de menor idade do elenco alvirrubro.

Para conferir o censo completo e outras informações e notícias, clique neste link.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.