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Técnico bauruense Erick Luchetti é campeão sergipano sub-20 com Confiança



Erick Luchetti, à direita, ao lado de sua mãe segurando o troféu de campeão do estadual sub-20
Foto: Arquivo pessoal

O bauruense Erick Luchetti, 33 anos, conquistou na noite de quarta-feira (05/06), o título do Campeonato Sergipano de Futebol na categoria Sub-20. O treinador, figura conhecida do futebol bauruense e que está há quase seis meses no estado nordestino, comemorou o grande feito à frente da Associação Desportiva Confiança. 

Sua equipe conquistou o bicampeonato estadual de maneira invicta após derrotar um dos seus maiores rivais em partida acontecida às 20:00 no Arena Batistão, em Aracaju, capital sergipana, pelo placar de 2 a 0 (gols de Yuan e Cristian).

"Foi um trabalho árduo, mas que graças a Deus foi coroado com o título porque a gente plantou lá atrás para colher na frente. Creio que esse é o primeiro passo tanto para mim quanto para minha comissão técnica e para os meus atletas para um futuro promissor," declarou o comandante.

Com a equipe, Erick disputou ao todo nove partidas e obteve oito vitórias e um empate (na estreia por 1 a 1 fora de casa contra o Olímpico) e campanha de 92,59% de aproveitamento. Mais do que o título, Erick conduziu o Dragão ao direito de disputar a Copa do Nordeste da categoria neste segundo semestre e a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2020.

Sobre o jogo, no entanto, Erick não ficou tão satisfeito com a postura que sua equipe adotou frente ao oponente. No seu entendimento, faltou aplicar em campo o que havia sido trabalhado e conversado previamente: 

"Esse jogo da final não foi o que tínhamos proposto, não foi o que tínhamos trabalhado porque deixamos muito a desejar, especialmente no primeiro tempo. Nós fizemos o gol logo no primeiro minuto e depois só a equipe adversária que teve proposta de jogo enquanto a gente somente esperava e tentava sair no contra-ataque por muitas vezes se desfazendo da bola. Porém, no segundo tempo, nós melhoramos. Creio que a ansiedade passou e foi quando tivemos as melhores chances de matar a partida. Como eu havia dito e venho passando pra eles, quando se joga contra uma equipe grande ou um clássico, você tem que errar o menos possível. E aí quando tivemos as oportunidades, fomos cirúrgicos nas decisões. Então, diante disso, acredito que o título foi merecido e veio para coroar esse trabalho que a gente está desenvolvendo. E eu fico muito feliz por isso."


Atletas e comissão técnica em oração no centro do campo após a partida
Foto: Arquivo pessoal

Para esta última da partida da competição, Erick pôde contar com a presença e torcida de um alguém muito especial em sua vida: Sua mãe, a dona Rose Luchetti. Rose saiu de Bauru para acompanhar o filho ser campeão a mais de 2 mil quilômetros de distância. Para Erick, seu apoio é fundamental para que continue progredindo em sua vida:

"Minha mãe veio de Bauru para assistir ao jogo. Ela é a minha principal incentivadora, sem ela não teria conseguido alcançar (...) não seria quem eu sou hoje, não só a respeito do profissional, mas também do homem que sou. Eu não seria nada sem ela", declarou.

Talvez Erick tenha sido o primeiro treinador bauruense a conquistar um título de futebol no estado de Sergipe. E, mediante tal feito, aproveitamos a oportunidade para batermos um papo altamente prazeroso com o 'professor' e entender como foi sua chegada ao estado, ao time do Confiança, sua análise prática do futebol e das equipes nordestinas e sobre até mesmo seu futuro em terra aperipê. Confira:

Chegada no Boca Junior

Para falarmos da chegada de Erick no Boca Junior precisamos, antes, trazer à tona alguns fatos em sua vida para que tudo se encaixe no contexto.

Erick foi atleta profissional de futebol durante alguns anos de sua vida. Enquanto jogador. fez a sua base em equipes como o Noroeste, São Caetano e Lençoense; e, profissionalmente, em equipes como Tupã, Costa Rica/MS, time B do Al Wahda (dos Emirados Árabes Unidos) e também do Potiguar de Mossoró, no Rio Grande do Norte. 

E foi na cidade do interior potiguar, a quase 300km de distância da capital Natal, que o hoje treinador conheceu e teve o primeiro contato profissional com Paulo Sérgio, então diretor do time alvirrubro, no ano de 2009. Este rapaz foi o mesmo que, em 2017, quase dez anos após, voltou a trabalhar com o treinador, porém em uma circunstância diferente.

Erick estava galgando seus primeiros passos como treinador. Embora já estivesse se despontando e até mesmo conquistado títulos nas competições bauruenses e regionais com o Centro de Formação de Atletas Craques do Futuro e Talentos 10 e, ainda, um posterior estágio feito no Palmeiras, Luchetti dirigiu o time do Cori-sabbá, do Piauí, na edição de 2017 da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Naquela edição, no entanto, o time piauiense havia feito uma parceria com o time bauruense do Talentos 10, time cujo qual Erick trabalhava como treinador na categoria de base. 

Um dos diretores daquela equipe alvinegra era o mesmo Paulo Sergio, que Erick já conhecia de outrora. O relacionamento foi estreitado e, no final de 2018, o então diretor da Sociedade Boca Junior Futebol Clube, da cidade de Estância, estado de Sergipe, voltou a fazer contato com o bauruense para trabalhar na categoria sub-20 do time.


Erick à beira do campo em partida com o Boca Junior
Foto: Divulgação

"Inicialmente, eu seria o treinador do sub-20 e também trabalharia como auxiliar do treinador Milton Fernandes. Aconteceu que o Milton acabou não vindo e eu assumi o time principal. Fiz alguns trabalhos, os atletas gostaram, o presidente gostou e foi aí que a gente deu sequência."

A sequência a que se refere diz respeito ao trabalho a ser desenvolvido no Campeonato Sergipano da 1ª divisão. Esta seria a sua primeira experiência como técnico de um time profissional.

Ao chegar no estado, Erick não foi enganado da realidade que encontraria na equipe. A instabilidade financeira era uma delas, porém não o suficiente para fazê-lo desanimar dos seus objetivos.

"Num primeiro contato que eu tive com a diretoria, eles foram bem claros comigo ao dizer que estavam passando por dificuldades financeiras, mas que a gente precisava se manter na primeira divisão. Então eu vim para abrir mercado, para poder mostrar meu trabalho, desenvolvê-lo, para que os grandes (times) pudessem me enxergar e dar uma oportunidade. E, de fato, eu fiz esse trabalho visando a equipe do Confiança, porque é o maior time do estado, é a que tem mais visão, que tem o maior número de torcedores e com certeza é a equipe que mais tem peso de camisa e chama mais atenção aqui."

Sua passagem pelo Boca, no entanto, foi satisfatória, pois conseguiu atingir o objetivo previamente estabelecido: manutenção na elite estadual. Num campeonato que teve ao todo nove participantes, o Boca Junior teve campanha razoável com duas vitórias, um empate e cinco derrotas em oito partidas realizadas. 

Os sete pontos ganhos fizeram com que o time celeste de Estância encerrasse sua participação no estadual na 7ª posição da classificação, ficando uma posição acima do primeiro rebaixado (Guarany) e uma posição abaixo do último time classificado ao hexagonal (Itabaiana). Aliás, foi por uma vitória que o time comandado pelo bauruense não conseguiu sua classificação para a fase seguinte. O campeonato que viu ao final o time do Frei Paulistano levantar o troféu de campeão, pela primeira vez, contou ainda com a grandeza dos principais times do Estado, como o Lagarto, Sergipe e Confiança. Grandes experiências vividas por Luchetti.

Contato com o Confiança


Apresentação de Erick no time do Confiança
Foto: AD Confiança

Ao final do campeonato, Erick diz que já estava de malas prontas para retornar a Bauru quando apareceu e chance de dirigir então o Gigante Operário.

"Depois que a gente se manteve na primeira divisão, o diretor de base na época, o Marcelo Bonfim, me fez um convite a fim de saber se eu gostaria de vir dirigir a equipe sub-20 do Confiança. Eu estava até com as malas prontas pra ir pra Bauru, tinha recebido até uma proposta de um clube do interior para ser treinador na Bezinha (4ª divisão do Campeonato Paulista), só que eu participei de uma reunião, gostei do projeto, gostei das ideias e acabei acertando."

"Quando cheguei, peguei uma equipe já montada, uma equipe que tinha acabado de ser eliminada da Copa do Brasil Sub-20 pelo Cruzeiro, em casa, e com praticamente uma ou duas semanas do inicio da competição (Estadual Sub-20), a gente iniciou os trabalhos. Entrei com minha metodologia, com meus conceitos de jogo, mas no inicio os atletas tiveram certas dificuldades porque algumas atividades acabaram sendo de certa forma meio complexas para eles mas que, durante a competição, desde o início, a gente vinha numa crescente, numa evolução durante a competição. Com isso, a gente pôde ir ajustando da forma que achávamos ser o necessário para chegar numa final, ou semifinal, que era a nossa primeira meta."

O treinador salienta que essa forma de trabalho foi adotada como critério base de evolução da equipe.

"Nós visamos, propomos e estabelecemos como parâmetro algumas metas, e a primeira era se classificar para a semifinal. Logo após, a segunda era de se classificar para a final e, então, consequentemente, conquistar o título para, assim, poder garantir uma vaga na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste, que foi o que nós conseguimos." destaca.



Estrutura nordestina x paulista


Treinador Erick Luchetti, à direita, antes da partida final contra o Sergipe
Foto: Arquivo pessoal

Erick sabe dos desafios que têm e dos que ainda terá pela frente. A missão de proporcionar evolução a um time em ascensão no cenário nordestino e nacional aliado a limitação de orçamentos e investimentos, que via de regra, ocorrem com as equipes que vivem essas mesmas circunstâncias, é grande.

Dadas as proporções, Luchetti falou sobre a estrutura que é fornecida pela equipe de Aracaju e fez uma comparação, para efeito de esclarecimentos, da realidade de lá com a realidade de cá. Ele se diz contente com o que vê e é motivado pelo projeto de desenvolvimento que tem vivenciado nesses últimos dias:

"O Confiança é um time que não deixa muito a desejar se comparado com alguns times das séries A2 e A3 do estado de São Paulo na questão de categorias de base. É o maior clube do estado e tem um suporte legal. Claro que a depender de alguns clubes da primeira divisão paulista, você entende e sabe que a parte financeira nessa região do país é de um poder aquisitivo bem maior. Alguns clubes da primeirona paulista também se equiparam com o que a gente tem aqui. Óbvio que não tem como fazermos uma comparação com os grandes times a exemplo de São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Ponte Preta e Guarani. E nisso incluo até mesmo a Ferroviária, que tem uma estrutura de base muito diferenciada, igualmente o Novorizontino, Redbull e Desportivo Brasil. São equipes que não tem como se equiparar e que realmente ainda não temos suporte para isso. Mas que por outro lado existe sim uma condição boa de trabalho para nós."


Oportunidade nordestina


Equipe do Fortaleza, campeã da Copa do Nordeste sub-20 de 2018
Foto: Divulgação

Já entrando numa vertente de progressão profissional, análise de contexto e mercado de trabalho, Erick ponderou e ressaltou a potência que vem se tornando a região Nordeste brasileira no que tange a oportunidades de desenvolvimento. Ele conta, inclusive, que tem compartilhado de algumas ideias e informações a respeito dessa realidade que tem experimentado com o amigo e preparador físico Rodolfo, que trabalha no Vocem, de Assis.

"Estava conversando com o Rodolfo, um amigo que trabalhei no Talentos 10, sobre essas questões de que muitas vezes o atleta não consegue espaço no futebol paulista, seja porque está num clube de menor expressão e/ou em um time de pouca estrutura, mas que tem esse preconceito de ir pro Nordeste. Aqui o mercado é muito carente e muita das vezes o treinador dos times profissionais, e aí eu falo do Confiança, do professor Daniel Pauista (técnico do time principal) em que a gente tem um ótimo contato, um bom convívio, ele sempre está me pedindo algumas informações sobre os garotos da base, especificamente do sub-20, em que sempre estamos indicando. Com isso os meninos têm mais oportunidades na equipe profissional. E daqui, você sair para jogar num time como o Vitória, Bahia, CSA, Fortaleza e Ceará é muito mais fácil do que estar no interior de São Paulo e ir para um time como Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Flamengo e Santos; e então por isso você tem muito mais oportunidades."

"Se o pessoal conseguisse ter essa visão, confiar no seu potencial, confiar no seu trabalho, assim como eu fiz, que vim pra trabalhar aqui; vai ter oportunidades muito grandes de trabalho. Atualmente o Nordeste, com a Copa do Nordeste, tem um futebol muito mais valorizado e não deixa em nada a desejar se comparado ao futebol no interior de São Paulo."

Ele acredita e credita que a Copa do Nordeste tem potencializado essa brecha de oportunidade que o futebol daquela região tem criado para quem tem por objetivo a expansão profissional, seja ele atleta ou não.

"A copa do Nordeste potencializa muito o futebol do nordestino. Se for enxergar uma situação de visibilidade e até de rodagem dos atletas, ele acaba sendo muito importante porque hoje em dia tudo é muito analisado através de números, e então se um jogador vai para um lado C ou lado B da Europa, o cara quer saber de rodagem, de quantos jogos, quantos gols, quantos minutos; então essas análises são todas feitas através desses números."

Complementando seu raciocínio lógico, ele concluiu: "Digo sem sombra de dúvidas e sem medo de errar que atualmente um dos maiores importadores de atletas do Brasil se chama Esporte Clube Vitória. Quantos atletas saem daqui para a Europa, direto pra lá sem nem passar pelo Sul? O cara que saiu da base, ou fez apenas dois ou três jogos no campeonato estadual no time e acaba saindo. O futebol nordestino tem que ser mais valorizado e eu, acompanhando de perto aqui, viro um defensor, porque eu vejo que aqui tem muita qualidade, muita qualidade mesmo. E isso somente vai desenvolvendo com pessoas sérias no trabalho, pessoas sérias no investimento, pessoas sérias comandando e será dessa forma que vai desenvolver o futebol aqui."



Base do Confiança


Equipe sub-20 do Confiança campeão de 2018
Foto: Divulgação

Levando para a sua realidade do dia-a-dia, Erick fala também da categoria de base do Confiança, no caso, da expectativa de injeção de investimentos financeiros para o desenvolvimento do trabalho iniciado há poucos meses:

"Nós ainda temos bastante coisa a melhorar. Porém estamos em via de receber um investimento de uma empresa que vai gerir a categoria de base. Faz parte dela, inclusive, o ex-atacante Geraldo (passagens por Ceará, Fortaleza e Sport) e o Betinho (investidor que trabalha no ramo de entretenimento no Nordeste) em que juntos realizarão esse investimento. Tem tudo a melhorar. São pessoas sérias, pessoas corretas e que querem fazer um investimento para ter um retorno. Em uma reunião que participei com a diretoria, eles disseram que vão querer um retorno, um resultado; e por isso, como contrapartida, precisamos ter um respaldo maior. Acredito que o pessoal vai vir sim para somar e agregar."


Futuro

Para o futuro, Erick projeta fazer uma boa preparação para consequentemente realizar uma boa disputa de Copa do Nordeste. Pressupondo, claro, que sua permanência na equipe aracajuana seja efetivada, conforme interesse mútuo:

"Teremos uma reunião na segunda-feira (10/06) para decidir (a permanência), mas já tive um contato com o Betinho e com o Geraldo de que há interesse em dar continuidade no projeto. O pessoal da diretoria do Confiança, o presidente Hyago França e o gerente de futebol Hernando entraram em contato também. Houveram algumas conversas aqui no clube de que talvez eu poderia assumir como auxiliar do Daniel Paulista (na série C do Brasileiro), mas os investidores acharam por melhor me manter à frente do projeto. Eles estão satisfeitos com o trabalho, e como vão investir, querem um retorno; e pra ter um retorno, tem que ter trabalho."

Ele reitera o desejo da comissão em manter o perfil de trabalho que deu certo com a conquista do campeonato estadual.

"Eles querem que a comissão técnica permaneça pois consideram ser uma comissão qualificada. Então por isso, todos nós que trabalhamos na base, desde o sub-13 até o sub-20 onde estou, vamos acertar. Acredito que não tenhamos empecilhos para dar continuidade. Vamos ter a Copa do Nordeste, acredito que em meados de agosto ou setembro, talvez, e depois a preparação para copa São Paulo do ano que vem. Eles (diretoria) estão pensando, inclusive, e a depender de quando será realizada a Copa, cogitam em colocar uma equipe B para jogar a Segunda Divisão do estado para manter os meninos em atividade, dar uma rodagem maior para estarem bem preparados pra enfrentar uma copa são Paulo."

A respeito dos próprios objetivos, Erick demonstra consciência e 'pés no chão'. O jovem treinador pensa em trabalhar de maneira gradativa, num passo de cada vez, para conquistar as suas metas:


Equipe aracajuana comemorando o título sub-20 de 2019
Foto: arquivo pessoal

"Minha meta inicial é fazer uma boa preparação para a Copa do Noroeste e consequentemente uma boa Copa São Paulo, porque eu sei da importância e visibilidade que tem principalmente para as equipes daqui. Nosso objetivo a princípio será o de nos classificarmos na primeira fase e, depois, brigar fase por fase. Vamos nos preparar ao máximo para conquistar esses objetivos. Vamos estabelecer metas; primeiro uma meta de pontuação que a gente possa alcançar e que tenho certeza que dará certo; e depois na Copa São Paulo a mesma intenção do que com a Copa do Nordeste"

Projetando a disputa da Copinha de 2020, Erick frisa a magnitude de uma competição como esta e da visibilidade que pode proporcionar a todos os envolvidos.

"Na Copa São Paulo a visibilidade também é gigantesca, é a maior competição de base do mundo, ao meu entender, e a gente fazendo um bom trabalho vai ser muito bom para todos; tanto para nós da comissão técnica quanto para o clube e os atletas."

Sobre seu plantel campeão estadual, Luchetti considera ter em mãos um grupo de jovens em potencial e que aos poucos vai se adaptando a sua metodologia de trabalho para continuarem conquistando seus objetivos:

"Temos um grupo forte, homogêneo e equilibrado em que conseguimos nos encontrar tanto de maneira defensiva quanto ofensivamente; e isso foi importante para nós, para o trabalho. Vou trabalhar bastante com eles os jogos conceituais, que envolve trabalho de linha de passe, o de buscar o terceiro homem, e bastante formação de triângulos, que é o que a gente basicamente usa e que usamos no Cori-Sabbá, no Talensto 10 e até mesmo no Craques do Futuro. Isso tudo é um trabalho que a gente desenvolve, um trabalho conceitual com mais tempo para trabalhar. Vamos fazer esse trabalho para conseguirmos desenvolver e melhorar cada dia mais o que a gente quer propor para cada um dos garotos."

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