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Noroeste recebe visita da técnica da Seleção Brasileira sub-17

Simone Jatobá e Elton Carvalho durante conversa no complexo Damião Garcia
Foto: Bruno Freitas / ECN


O trabalho de futebol feminino desenvolvido na parceria Noroeste, Semel e FIB chama a atenção até da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na tarde desta quinta-feira (3), a ex-jogadora e atualmente técnica da Seleção feminina sub-17, Simone Jatobá, conheceu de perto o projeto em Bauru, as jogadoras e comissão técnica. Houve um treino especial no CT do clube e a técnica aproveitou para ver de perto o Alfredão.

O time feminino sub-17 noroestino, apesar de ter sido eliminado ainda na primeira fase do Campeonato Paulista, segue com seu futebol em atividade o ano todo, por meio do projeto já existente da Semel com a FIB.

Simone Jatobá conversou com a comissão, sobretudo com o técnico Élton Carvalho, trocou contatos e fez um bate-papo com as jogadoras, antes de acompanhar o treino. A técnica da seleção sub-17, inclusive, esteve nesta quarta-feira (2) acompanhando, da mesma forma, o trabalho do sub-17 feminino da Ferroviária, em Araraquara.

"Esta semana, tanto eu quanto a minha auxiliar e a treinadora de goleiras da Seleção estamos visitando o maior número possível de clubes para avaliar estruturas, projetos e principalmente jogadoras. E eu vim para o interior de São Paulo. Acho muito bacana esse projeto do Noroeste, aqui em Bauru, e foi um pontapé inicial muito bom", comenta.

INICIO DE TRABALHO NA CBF

Um dos símbolos da “Era de Ouro” da seleção feminina de futebol dos anos 2000, tendo jogado ao lado de Marta, Formiga e Cristiane, Simone Jatobá, 38 anos, defendeu a camisa verde e amarela por mais de oito anos, onde foi medalha de ouro no Pan Rio 2007. Ela atuou com muito destaque no Lyon e no Metz, ambos da França, no Rayo Vallecano, da Espanha, no Energyia, da Rússia, no Corinthians e Atlético-PR.

Natural de Maringá (PR), tendo morado muitos anos em Curitiba (PR), Simone tem o desafio de formar um novo time sub-17 da Seleção brasileira, do zero, devido ao fato das atletas que ali estavam já terem completado 18 anos.

"No futebol não adianta começar algo hoje e já querer resultado amanhã. As coisas precisam de tempo. Aprendemos muito com o futebol masculino, mas no feminino a gente tem que ir colocando nossos projetos em prática. Mas acima de tudo, para o esporte dar certo, é necessário ter vontade. Porque se você empenha muita vontade naquilo que faz, o restante acaba sendo consequência. O futebol feminino no Brasil está crescendo, muito em função desta última Copa do Mundo feminina, onde o apelo e a proximidade da seleção foi maior. Tudo tem o seu tempo. E o tempo do futebol brasileiro feminino é agora", ressaltou Jatobá, por meio da assessoria de imprensa do clube.


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